Balada Para Voz e Esperança
Uma canção é pra sempre
Costura em meus olhos fechados
A paisagem que eu nunca esqueci
Uma canção companheira
Esconde no céu da boca
Para sempre os beijos que eu mais quis
Como eu não tenho a certeza
De tê-la feliz ao meu lado
Como essa ternura de agora
Amanhã pode ser violência
Uma canção não consola
Não faz estancar a ferida
Não livra a cara do tapa
Não inventa nenhuma saída
Uma canção é pra sempre
Como eu sei tão pouco de mim
Barro nos pés, violência no peito
E a alma sonhando o eterno
O coração não pergunta
De onde essa primavera
E essa voz irmã de minha voz
O coração não pergunta
Dispara ferido, feliz
Como se fosse o amor que nós todos
Quizemos, quizemos, quizemos
Balada Para Voz y Esperanza
Una canción es para siempre
Cosida en mis ojos cerrados
El paisaje que nunca olvidé
Una canción compañera
Esconde en el cielo de la boca
Para siempre los besos que más deseé
Como no tengo la certeza
De tenerla feliz a mi lado
Como esa ternura de ahora
Mañana puede ser violencia
Una canción no consuela
No detiene la herida
No evita la bofetada
No inventa ninguna salida
Una canción es para siempre
Como sé tan poco de mí
Barro en los pies, violencia en el pecho
Y el alma soñando lo eterno
El corazón no pregunta
De dónde esta primavera
Y esa voz hermana de mi voz
El corazón no pregunta
Late herido, feliz
Como si fuera el amor que todos
Quisiéramos, quisiéramos, quisiéramos
Escrita por: Túlio Mourão