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Glóbulos Vermelhos

Terceira Capital

Glóbulos Vermelhos

Sem essa de depressão, mas faz algum tempo que não ouço falar em você.
Amores que se desfazem, por mentiras, falcatruas, perambulando pelas ruas, senti saudades: saudades suas.
Como se fossem papéis, em meio à tormenta, ou como se fossem glóbulos vermelhos,
Derramando pelas veias, de quem tem medo, medo de morrer.
Desvalorizamos nossas vidas em duelos particulares, duelos sem armas.
Você se foi, nunca mais voltou me atingiu e me machucou e agora os dias já não são tão claros,
Busco respostas, mas eu sempre me deparo com a solidão.
São as noites mais frias, mas como se estamos no verão? Me sinto sozinho e isolado,
Apesar desta multidão.
Seus cabelos, seus olhos, o teu cheiro já não sinto mais. Ficou perdido em algum tempo, algum tempo atrás.
Como se fossem papeis, ou como se nunca fossem nada. Como se fossem papeis em uma gaveta ali jogados para sempre, meu amor

Glóbulos Vermelhos

Sin esa depresión, pero hace un tiempo que no escucho hablar de ti.
Amores que se deshacen, por mentiras, trampas, deambulando por las calles, extrañé: extrañé tus cosas.
Como si fueran papeles, en medio de la tormenta, o como si fueran glóbulos rojos,
Fluyendo por las venas, de quien teme, teme a morir.
Devaluamos nuestras vidas en duelos personales, duelos sin armas.
Te fuiste, nunca más volviste, me golpeaste y me lastimaste y ahora los días ya no son tan claros,
Busco respuestas, pero siempre me encuentro con la soledad.
Son las noches más frías, ¿pero cómo si estuviéramos en verano? Me siento solo y aislado,
Pese a esta multitud.
Tus cabellos, tus ojos, tu aroma ya no los siento. Se perdieron en algún momento, hace tiempo atrás.
Como si fueran papeles, o como si nunca fueran nada. Como si fueran papeles en un cajón ahí tirados para siempre, mi amor

Escrita por: Ney Santos