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L.

Terceira Edição

L.

Invente um céu
Entre pássaros, amigos fiéis, pra contar.
Na estrada branca não há sinais
Pra dizer onde andar.
E o tempo que não passa, deixa marcas,
Cria raiva, molha a cara.
E agora só te faz teimar em faltar.
Agoniza toda a vida mal vivida, inibida atrás da trilha
E toda a fé concebida para um deus que não há.

E não há nada.

E que sirva o sol pra te iluminar.
A estrela a guiar.
Com tímidos olhos atentos e discretos
Abertos a passar.
Todo do resto do teu senso que com pressa, não mais cessa
E agora mais que nunca só te faz pensar em voltar.
Os teus medos eu enfrento pra mostrar que o meu desejo
É mais forte que o dinheiro e que toda a inveja alheia.
E não há nada.

E não encontro nenhuma razão
Para não tentar.

L.

Invento un cielo
Entre pájaros, amigos leales, para contar.
En el camino blanco no hay señales
Para decir dónde ir.
Y el tiempo que no pasa, deja marcas,
Crea rabia, moja la cara.
Y ahora solo te hace empeñarte en faltar.
Agoniza toda la vida mal vivida, inhibida detrás de la senda
Y toda la fe concebida para un dios que no existe.

Y no hay nada.

Y que sirva el sol para iluminarte.
La estrella que guía.
Con ojos tímidos atentos y discretos
Abiertos a pasar.
Todo lo demás de tu juicio que con prisa, ya no cesa
Y ahora más que nunca solo te hace pensar en volver.
Tus miedos enfrento para mostrar que mi deseo
Es más fuerte que el dinero y que toda envidia ajena.

Y no hay nada.

Y no encuentro ninguna razón
Para no intentar.

Escrita por: Vinícius Neves Frota