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Gota Abandonada

Teresinha Landeiro

Gota Abandonada

A chuva bate lá fora
Junto ao vento meus lamentos
Na minh'alma a noite chora
Nas minhas mãos só há sonhos
Que a noite queima e devora

Sonhos fugazes, vadios
Que poem na minha noite
A imagem do teu querer
Esperanças que vivo e sinto
Sem vontade de viver

Deixa que caia essa chuva
Abrindo rios em meu peito
Sulcos fundos de amargura
Gritando como perdidos
Á noite, minha ternura

Na solidão deste mar
Sou a vaga mais sozinha
Sou a lágrima roubada
Sou dessa noite de chuva
Uma gota abandonada

Gota Abandonada

La lluvia golpea afuera
Junto al viento mis lamentos
En mi alma la noche llora
En mis manos solo hay sueños
Que la noche quema y devora

Sueños fugaces, vagabundos
Que ponen en mi noche
La imagen de tu deseo
Esperanzas que vivo y siento
Sin ganas de vivir

Deja que caiga esa lluvia
Abriendo ríos en mi pecho
Surcos profundos de amargura
Gritando como perdidos
En la noche, mi ternura

En la soledad de este mar
Soy la ola más solitaria
Soy la lágrima robada
Soy de esta noche de lluvia
Una gota abandonada

Escrita por: Maria de Lourdes de Carvalho / Martinho D'Assunção