Filosofia
O mundo me condena
E ninguém tem pena
Falando sempre mal do meu nome
Deixando saber se eu vou morrer de sede
Ou se eu vou morrer de fome
Mas a filosofia
Hoje me auxilia
A viver indiferente assim
Nesta prontidão sem fim
Vou fingindo que sou mico
Pra ninguém zombar de mim
Não me incomodo que você me diga
Que a sociedade é minha inimiga
Pois vou cantando neste mundo
Vivo escravo do meu samba,
Muito embora vagabundo
Quanto a você, da aristocracia
Que tem dinheiro, mas não compra alegria
Há de viver eternamente sendo escrava dessa gente
Que cultiva hipocrisia
Filosofía
El mundo me condena
Y nadie tiene compasión
Siempre hablando mal de mi nombre
Dejando saber si moriré de sed
O si moriré de hambre
Pero la filosofía
Hoy me ayuda
A vivir indiferente así
En esta disposición interminable
Fingiré ser un mono
Para que nadie se burle de mí
No me molesta que me digas
Que la sociedad es mi enemiga
Pues sigo cantando en este mundo
Vivo esclavo de mi samba,
Aunque sea vagabundo
En cuanto a ti, de la aristocracia
Que tiene dinero, pero no compra alegría
Deberás vivir eternamente siendo esclava de esa gente
Que cultiva la hipocresía
Escrita por: Andre Filho / Noel Rosa