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Incógnita

Thelfos

Incógnita

Quem começou isso fui eu
Sei que nada muda o que aconteceu
Três vezes é pouco pra entender
Tende ao infinito o meu jeito de aprender
Sou só mais um entre a multidão
Sou da segunda geração do romantismo
Velho, novo escritor
Que marca o papel da sua alma com sua dor
E anda tropeçando por aí
As palavras pesam e dá pra sentir
Os olhares alheios a perseguir
Todo aquele que não tem um caminho pra seguir
Mas eu sigo mesmo sem saber o por que
Continuo insistindo em algo que me faz sofrer
Estranho sigilo, não quero comigo
Não me importo mais em viver em perigo

Bem até faria se eu fizesse alguma coisa
Além de escrever cartas e rasgar algumas folhas
Rabisco o meu céu de cinza pois já tá tudo nublado
Daqui a pouco chove e vai ficar tudo alagado
O tempo marca o passo e o espaço-tempo eu marco
Sei que o futuro muda de acordo com a escolha
Bem que eu queria fazer mais algumas coisas
Bem que eu queria não ter medo dessas coisas

Apesar de tudo tô aqui
Nada me impede de sorrir
Mesmo que eu não tenha mais o que
Me mantém constante por aqui
Às vezes eu me canso de correr
E me olho no espelho, tento ver
Se ainda sou aquele que eu fui
Se nos meus olhos dá pra ver alguma luz
Que brilha mesmo sem saber o por que
Insistindo ainda mais naquilo que me faz sofrer
Nada me importa
Mas me importa tudo
Aparento ser mais uma simples incógnita no mundo
Ficar ou partir cabe a você
Posso partir-me ao meio por não saber te dizer
Confuso instinto
Ao nada declino
Confesso, me importo mais com você do que comigo

Incógnita

Quien comenzó esto fui yo
Sé que nada cambia lo que sucedió
Tres veces es poco para entender
Tiene al infinito mi forma de aprender
Soy solo uno más entre la multitud
Soy de la segunda generación del romanticismo
Viejo, nuevo escritor
Que marca el papel de su alma con su dolor
Y anda tropezando por ahí
Las palabras pesan y se pueden sentir
Las miradas ajenas persiguiendo
A todo aquel que no tiene un camino que seguir
Pero sigo aunque no sepa por qué
Sigo insistiendo en algo que me hace sufrir
Extraño silencio, no lo quiero conmigo
Ya no me importa vivir en peligro

Bien, lo haría si hiciera algo
Además de escribir cartas y rasgar algunas hojas
Rayo mi cielo de gris porque ya está todo nublado
En cualquier momento lloverá y todo se inundará
El tiempo marca el paso y el espacio-tiempo marco
Sé que el futuro cambia según la elección
Ojalá pudiera hacer algunas cosas más
Ojalá no tuviera miedo de esas cosas

A pesar de todo estoy aquí
Nada me impide sonreír
Aunque ya no tenga lo que
Me mantiene constante por aquí
A veces me canso de correr
Y me miro en el espejo, intento ver
Si aún soy aquel que fui
Si en mis ojos se puede ver alguna luz
Que brilla aunque no sepa por qué
Insistiendo aún más en lo que me hace sufrir
Nada me importa
Pero me importa todo
Aparento ser solo una simple incógnita en el mundo
Quedarme o partir depende de ti
Puedo partirme en dos por no saber decirte
Confuso instinto
Hacia la nada declino
Confieso, me importas más tú que yo

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