Cracolândia
Sou um lixo humanizado
Perdido na rua torta
Sou um número, indigente
E sem rota
Indiferença no olhar
Os antibióticos vão me matar
A polícia que sufoca
Cracolândia em minha porta
Eu ainda resisto e isso importa
Cracolândia em minha porta
Eu ainda respiro
As crianças no caminho semimortas
As mulheres nas ruas todas tortas
E os jovens pobres considerados indigentes
E os direitos sociais continuam inexistentes
Cracolândia em minha porta
Eu ainda resisto e isso importa
Cracolândia em minha porta
Eu ainda respiro
Importa as crianças, as mulheres, os trabalhadores
Os pobres, as mães, as trans
Importa a negritude, os jovens, importa as pessoas que estão nas filas dos hospitais
Abrigos, imigrantes, pessoas que pedem por um pouco de visibilidade
A indiferença é o mal
Importa você
Cracolândia
Soy un desecho humanizado
Perdido en la calle torcida
Soy un número, indigente
Y sin rumbo
Indiferencia en la mirada
Los antibióticos me van a matar
La policía que asfixia
Cracolândia en mi puerta
Aún resisto y eso importa
Cracolândia en mi puerta
Aún respiro
Los niños en el camino semimuertos
Las mujeres en las calles todas torcidas
Y los jóvenes pobres considerados indigentes
Y los derechos sociales siguen inexistentes
Cracolândia en mi puerta
Aún resisto y eso importa
Cracolândia en mi puerta
Aún respiro
Importan los niños, las mujeres, los trabajadores
Los pobres, las madres, las trans
Importa la negritud, los jóvenes, importa la gente que está en las filas de los hospitales
Refugios, inmigrantes, personas que piden un poco de visibilidad
La indiferencia es el mal
Importas tú
Escrita por: Thiago Ariel / Thiago Ariel Corrêa