O Sorriso da Outra
O enterro da culpa
O sorriso da outra
Como é que se faz pra se chegar no cais dos mares da tua boca?
No verbo o meu destino
O sorriso da outra
Como é que se faz pra se livrar dos tais botões da tua roupa?
O preço da sua vida
Sem vestido de noiva
Como é que se faz pra se chegar por trás dessa armadura louca
A volta do exílio
E eu sem pensar na outra
Como é que se faz pra não querer demais seus ais a noite toda
De tanto me calar pra te servir a mesa
Eu sábado de noite, você segunda-feira
De tanto ajoelhar aos pés dessa beleza
Eu bobo na sua corte, você realeza
O enterro da culpa
O sorriso da outra
Me diz como é que faz pra me livrar dos nós do laço da sua forca
No verbo eu sou menino
Do destino que açoita
Como é que se faz pra me inspirar nos tais conselhos dessa louca
O gosto da sua vida
A poesia é pouca
Como é que se faz pra se chegar por trás dessa palavra solta
A volta do auxílio
Eu sem trocar de roupa
Me diz como é que faz pra não querer demais os beijos da tua boca
De tanto me calar pra te servir a mesa
Eu sábado à noite, você segunda-feira
De tanto ajoelhar aos pés dessa grandeza
Eu bobo na sua corte, você realeza
La Sonrisa de la Otra
El entierro de la culpa
La sonrisa de la otra
¿Cómo se hace para llegar al muelle de los mares de tu boca?
En el verbo mi destino
La sonrisa de la otra
¿Cómo se hace para deshacerse de los botones de tu ropa?
El precio de tu vida
Sin vestido de novia
¿Cómo se hace para llegar detrás de esa armadura loca?
El regreso del exilio
Y yo sin pensar en la otra
¿Cómo se hace para no desear demasiado tus suspiros toda la noche?
De tanto callarme para servirte en la mesa
Yo sábado por la noche, tú lunes
De tanto arrodillarme ante la belleza de tus pies
Yo tonto en tu corte, tú realeza
El entierro de la culpa
La sonrisa de la otra
Dime cómo hacer para deshacerme de los nudos de la soga de tu horca
En el verbo soy un niño
Del destino que azota
¿Cómo se hace para inspirarme en los consejos de esta locura?
El sabor de tu vida
La poesía es poca
¿Cómo se hace para llegar detrás de esa palabra suelta?
El regreso de la ayuda
Yo sin cambiarme de ropa
Dime cómo hacer para no desear demasiado los besos de tu boca
De tanto callarme para servirte en la mesa
Yo sábado por la noche, tú lunes
De tanto arrodillarme ante esa grandeza
Yo tonto en tu corte, tú realeza
Escrita por: Thiago Correa