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Inominável

Tiago Gasta

Inominável

Sempre que um vento forte vem
Balanços balançam sem ninguém

Sempre que ninguém ta vendo
A goteira pinga, o brinquedo brinca
Tudo move
O invisível toma forma
Elevador fica parado
A planta já crescida
Escada tão vazia
A onda já apagou a areia
Pescador pescado pela sereia
Motocicleta foi no assalto
Borboleta é a flor que cai do alto

Anúncio, prenúncio de coisa nenhuma
Abismo, batismo do inominável
Canção tocada pra ninguém ouvir
Porta fechada deixa de existir

Inominável

Siempre que viene un viento fuerte
Los columpios se balancean sin nadie

Siempre que nadie está mirando
El gotero gotea, el juguete juega
Todo se mueve
Lo invisible toma forma
El ascensor se queda quieto
La planta ya creció
La escalera tan vacía
La ola ya borró la arena
Pescador pescado por la sirena
La motocicleta fue robada
La mariposa es la flor que cae desde arriba

Anuncio, presagio de nada
Abismo, bautismo de lo innombrable
Canción tocada para que nadie escuche
Puerta cerrada deja de existir

Escrita por: Alessandro Lustosa / Ana Flávia Garcia / Carlos Soares / Leo Campos / Tiago Gasta