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Paso-Espacio

Tiago Malta

Passo-Espaço

Tiveram sonhos e esperança,
Já foi pedida a trégua, acabou a guerra,
Desejamos isso como se fossemos crianças,
Presos a este céu, mar e terra.

Agulhas jogadas ao chão,
Junta aos cacos de vidros,
E se cria um mundo cinza ele será a sua prisão,
O castigo é então ter medo de sorrir e sonhar...

São apenas vícios:
Amigos, dinheiro, amores e temores,
revirando no seu estomago,
e o desejo, é conseguir vomitar,
para retirar tudo de concreto da alma,
para deixar caminho livre para a névoa passar.

E pra cada trilha de sangue
Há uma nova história a se contar
E em cada paço, um personagem diferente,
Aparece para você esbarrar,
A cada passo você conquista um espaço
E perde um sem tanto valor agora.

Venha alma (hoje em dia, Em preto e branca,
sem luz nem sombra).
Deixe um pouco de sua tristeza
Por onde passe, para deixar espaço para fluidos novos,
Deixe outros provarem de suas loucuras,
E esqueça palavras tolas como:
Feio, vazio e infeliz.

Paso-Espacio

Tuvieron sueños y esperanza,
Ya se pidió tregua, terminó la guerra,
Lo deseamos como si fuéramos niños,
Atados a este cielo, mar y tierra.

Agujas arrojadas al suelo,
Junto a los fragmentos de vidrio,
Y se crea un mundo gris que será tu prisión,
El castigo es entonces tener miedo de sonreír y soñar...

Son solo vicios:
Amigos, dinero, amores y temores,
revolviendo en tu estómago,
y el deseo es poder vomitar,
para sacar todo lo concreto del alma,
para dejar paso libre a la niebla.

Y por cada rastro de sangre
Hay una nueva historia que contar
Y en cada paso, un personaje diferente,
Aparece para que te cruces,
Con cada paso ganas un espacio
Y pierdes uno que ya no tiene tanto valor.

Ven alma (hoy en día, en blanco y negro,
sin luz ni sombra).
Deja un poco de tu tristeza
Por donde pases, para dar lugar a nuevos fluidos,
Deja que otros prueben tus locuras,
Y olvida palabras tontas como:
Feo, vacío e infeliz.

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