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Descarga

Tiago Malta

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Deixar a palavra surgir no papel
Para ver se descarrega tudo, tudo,
Tudo de bom!
Tudo de mau!
Frio-quente? que seja!
Sejamos nós todos.
Porque a porra do papel voa:
Andava de barca (urca?),
Agora...botafogo:
Terra de todos os avós,
Mas que se foda
Pois os meus não estão lá.

Liberto palavras aleatoriamente
Para vir um babaca dizer
Que meu poema é escroto,
Mas ai tudo bem, tudo passa,
A critica faz parte do todo,
Ai fica os atores falando,
Que ninguém os compreendem?
São débeis mentais que não percebem
Que ninguém, mas ninguém
Entende ninguém,
Não é fulano nem beltrano são todos que não entendem!
É essa pá de bostas que reside aqui
E eu to incluído
Porém isso não é um poema depressivo,
Eu apenas estou descarregando.
É que às vezes sou para raio, antena, imã.
Isso não interessa pra ninguém,
Pois ninguém viu ou tem ideia do que senti
- aquela porra esta possuída, ta amarrado!

Nos não estamos nem ai,
Ninguém esta:
Pois ta tudo fora do ar,
Ou cheio de chiado, estática,
O sinal ta fraco,
Por favor, não desliga
Se não, eu aperto o botão que faz "bum".
Eu vou pula!
Não chega perto!
Alô! alô! alô!
Há ta, continua ai, pois eu to aqui,
E todos estão surdos,
Eles não ligam pra gente
Mas eu entendo e tenho pena,
Pois não ligam pra eles
E eu vou terminar o que comecei
E...e...e...
Não to mais com saco. tchau!
--bum!!!--

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Dejar que las palabras surjan en el papel
Para ver si descarga todo, todo,
¡Todo lo bueno!
¡Todo lo malo!
¿Frío-caliente? que así sea!
Seamos todos nosotros.
Porque mierda, el papel vuela:
Solía andar en barca (¿urca?),
Ahora...botafogo:
Tierra de todos los abuelos,
Pero que se joda
Porque los míos no están allí.

Libero palabras al azar
Para que venga un idiota a decir
Que mi poema es una mierda,
Pero está bien, todo pasa,
La crítica es parte del todo,
Entonces quedan los actores hablando,
¿Que nadie los entiende?
Son débiles mentales que no se dan cuenta
Que nadie, pero nadie
Entiende a nadie,
No es fulano ni mengano, son todos los que no entienden!
Son un montón de mierda que reside aquí
Y yo estoy incluido
Pero esto no es un poema depresivo,
Simplemente estoy descargando.
A veces soy pararrayos, antena, imán.
Eso no le importa a nadie,
Porque nadie vio o tiene idea de lo que sentí
- ¡esa mierda está poseída, está amarrada!

A nosotros no nos importa,
A nadie le importa:
Porque todo está fuera de servicio,
O lleno de ruido, estática,
La señal es débil,
Por favor, no cuelgues
Si no, apretaré el botón que hace 'bum'.
¡Voy a saltar!
¡No te acerques!
¡Hola! ¡Hola! ¡Hola!
Ah, está bien, sigue ahí, porque yo estoy aquí,
Y todos están sordos,
A ellos no les importamos
Pero yo entiendo y tengo pena,
Porque a ellos no les importan
Y voy a terminar lo que empecé
Y...y...y...
Ya no tengo paciencia. ¡Adiós!
--¡bum!!--

Escrita por: Tiago André