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Última Pesca

Tião Carreiro e Pardinho

Última Pescaria

Quando eu pego na viola recordo de um companheiro
Desde o tempo da escola queria ser violeiro
Foi crescendo e ficou forte cabocro bão brasileiro

Quando foi num certo dia na casa de sua amada
Uns amigo convidô pra faze uma pescada
Nois descemo rio abaixo ali sempre tem "pintada"

Eu sortei nossa canoa a vontade da maré
Cumecemo atravessá onde tinha jacaré
E nóis ia conversano uns assunto de muié

De repente um redemoinho feis a canoa virá
Por desgraça meu amigo nunca aprendeu a nadá
Mergulhei fiz o que pude mais não consegui sarvá

Da beirada do barranco numa afrição tamanha
Eu oiava aquelas águas que fazia até montanha
Ví o sangue do meu amigo, foi comido por piranha

Última Pesca

Cuando agarro la guitarra recuerdo a un compañero
Desde los tiempos de la escuela quería ser guitarrista
Fue creciendo y se volvió un buen brasileño de campo fuerte

Un cierto día, en la casa de su amada
Unos amigos lo invitaron a pescar
Bajamos río abajo, siempre hay bagres

Sorteé nuestra canoa según la marea
Comenzamos a cruzar donde había caimanes
Y hablábamos de temas de mujeres

De repente, un remolino hizo girar la canoa
Por desgracia, mi amigo nunca aprendió a nadar
Me lancé, hice lo que pude pero no pude salvarlo

Desde la orilla del barranco, en una gran angustia
Miraba esas aguas que parecían montañas
Vi la sangre de mi amigo, devorado por pirañas