395px

Ladrón de Tierras

Tião Carreiro e Pardinho

Ladrão de Terra

Tinha eu catorze anos, quando deixei meu estado
Meu pai era sitiante trabaiador e honrado
Por este mundão de Deus, eu dei murro no pesado
Quando a sorte me sorria o meus plano foi cortado
Triste notícia chegava, meu destino transformava, eu fiquei um revortado

Meu pai tinha falecido na carta vinha dizendo
As terra que ele deixou minha mãe cabou perdendo
Para um grande fazendeiro que abusava dos pequeno
Meu sangue ferveu na veia quando eu fiquei sabendo
Invadiram as terras minha tocaram minha mãezinha pra roubar nosso terreno

Eu vortei pra minha terra foi com dor no coração
Procurando meus direito eu entrei num tabelião
Quase que também caía nas unhas dos gavião
Porque o dono do cartório protegia os embrulhão
Me falou que o fazendeiro, tinha rios de dinheiro pra gastar nesta questão

Respondi no pé da letra não tenho nenhum tostão
Meu dinheiro é dois revorvi e balas no cinturão
Se aqui não tiver justiça, para minha proteção
Vou mandar os trapaceiro pra sete parmos de chão
Embora sai uma guerra, vou matá ladrão de terra dentro da minha razão

Negar terra pro caboclo ai ai
É negar pão pro nossos filho ai ai
Tirá terra dos caboclo ai ai
É tirá o Brasil do trilho ai ai

Nois tava de onze a onze na parada nesse dia
O pobre é carta baxa e os rico são as mania
Foi uma chuva de bala só capanga que corria
Foi pela primeira vez, que o dinheiro não valia
O baruio acabô cedo, mim entregaram foi de medo terras que me pertencia

Na cerca de minha terra ai ai
Nem mexê ninguém imagina ai ai
Os arame são de bala ai ai
Com morão de carabina ai ai

Ladrón de Tierras

Tenía catorce años cuando dejé mi estado
Mi padre era un campesino trabajador y honrado
Por este mundo de Dios, di puñetazos en lo pesado
Cuando la suerte me sonreía, mis planes fueron cortados
Llegó una triste noticia, mi destino cambió, me quedé desorientado

Mi padre había fallecido, la carta decía
Las tierras que dejó las perdió mi madre
A manos de un gran hacendado que abusaba de los pequeños
Mi sangre hervía en las venas cuando me enteré
Invadieron las tierras, tocaron a mi madre para robar nuestro terreno

Regresé a mi tierra con dolor en el corazón
Buscando mis derechos, fui a un notario
Casi caigo en manos de los buitres
Porque el dueño del registro protegía a los estafadores
Me dijo que el hacendado tenía ríos de dinero para gastar en este asunto

Respondí sin rodeos, no tengo ni un centavo
Mi dinero son dos revólveres y balas en el cinturón
Si no hay justicia aquí para protegerme
Enviaré a los tramposos a siete palmos bajo tierra
Aunque sea una guerra, mataré al ladrón de tierras dentro de mi razón

Negar tierra al campesino ai ai
Es negar pan a nuestros hijos ai ai
Quitar tierra a los campesinos ai ai
Es sacar a Brasil de su rumbo ai ai

Estábamos empatados en la parada ese día
Los pobres son carta baja y los ricos son la manía
Fue una lluvia de balas, solo los matones corrían
Fue la primera vez que el dinero no valía
El alboroto terminó pronto, me entregaron por miedo las tierras que me pertenecían

En la cerca de mi tierra ai ai
Nadie se atreve a tocar ai ai
Los alambres son de balas ai ai
Con postes de carabinas ai ai

Escrita por: Moacyr dos Santos / Teddy Vieira