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Bom Jesus de Iguapé

Tião Carreiro e Pardinho

Bom Jesus de Iguapé

Meu filho ficou doente, o doutor desenganou
Eu saí desesperado procurando um curador
Mas ninguém achou remédio que curasse sua dor
E de bom Jesus do Iguapé meu filhinho se lembrou

No prazo de poucas horas sua feição mudou
Saltou da cama sorrindo foi pro terreiro e brincou
Minha mulher comovida de alegria até chorou
Viva o santo milagroso que é o pai dos sofredor

Foi chegando o mês de Agosto juntei a família inteira
Nos saímos de a pé lá pro sertão das ribeiras
Pra aquelas terras sombrias nós dormimos na esteira
Pra ver o Santo Iguapé nós não sentimos canseira

Pra chegar lá em Iguapé nós levamos muitos dias
Vi a igreja enfeitada e os rebentar das baterias
Meu filho cheio de fé todos os passos me seguia
De joelhos pelo chão acompanhou a romaria

Pra subir a escadaria dei a mão pro meu filhinho
Nos pés de São Bom Jesus terminou o seu caminho
Beijou seu manto vermelho, sua coroa de espinho
Lá na sala dos milagres eu deixei seu retratinho

Bom Jesus de Iguapé

Mi hijo se enfermó, el doctor lo desahuciaba
Salí desesperado buscando un curandero
Pero nadie encontró remedio que aliviara su dolor
Y en el buen Jesús de Iguapé mi pequeño pensó

En cuestión de pocas horas su semblante cambió
Saltó de la cama sonriendo, fue al patio y jugó
Mi mujer conmovida de alegría hasta lloró
Viva el santo milagroso que es el padre de los afligidos

Llegó el mes de agosto, reuní a toda la familia
Salimos a pie hacia el sertón de las riveras
En esas tierras sombrías dormimos en la estera
Para ver al Santo Iguapé no sentimos fatiga

Para llegar a Iguapé nos llevó muchos días
Vi la iglesia adornada y el estallido de los cohetes
Mi hijo lleno de fe seguía todos mis pasos
De rodillas por el suelo siguió la procesión

Para subir la escalinata tomé la mano de mi hijo
En los pies de San Bom Jesús terminó su camino
Beso su manto rojo, su corona de espinas
En la sala de los milagros dejé su retrato

Escrita por: Sulino / Teddy Vieira