Itaim Para o Candeal (Armação Sem Lente)
Eu vim de São Paulo
Do Itaim para o Candeal
O canto do galo
Em todo canto do mundo é igual
Eu vi
A ladeira deitar
A lavadeira chorar
Mamadeira eu quero sim
Eu gosto de tocar no rádio
O que parece óbvio
É fundamental
Pegou o tesouro
No pelouro o plágio
Nessa nação
Tudo é regional
Eu vi
A peneira coar
A mangueira passar
Quarta-feira até o fim
Eu vou
Eu vou
Até onde está meu amigo
Pra lhe abraçar
Fala: Só que realmente
Eu vi o fruto ou a semente
Sinto alguma coisa batendo em minha mente
Já fui no dentista mas não ranquei o dente
Fui no oculista vi armação sem lente
Eu tenho um irmão
Não humilho não.
As meninas do Pelourinho não sabem amar
As meninas do Pelourinho simpatiadas.
De Itaim al Candeal (Montura sin Lente)
Yo vine de São Paulo
De Itaim al Candeal
El canto del gallo
En cualquier rincón del mundo es igual
Yo vi
La ladera acostarse
La lavandera llorar
Biberón, sí quiero
Me gusta tocar en la radio
Lo que parece obvio
Es fundamental
Tomó el tesoro
En el pelourinho el plagio
En esta nación
Todo es regional
Yo vi
La criba colar
La manguera pasar
Miércoles hasta el final
Voy
Voy
Hasta donde está mi amigo
Para abrazarlo
Diálogo: Pero realmente
Vi el fruto o la semilla
Siento algo golpeando en mi mente
Ya fui al dentista pero no me sacaron el diente
Fui al oculista, vi montura sin lente
Tengo un hermano
No lo humillo
Las chicas del Pelourinho no saben amar
Las chicas del Pelourinho son simpáticas.
Escrita por: Mario Conceicao / Nando Reis