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Noches del Sertão

Titane

Noites do Sertão

Não se espante assim meu moço com a noite do meu sertão
Tem mais perigo que a poesia do que o julgo da razão
A tormenta gera histórias é tão vida quanto o sol
São cavalos beirando o rio,
É o corpo da menina ofegante ali do lado
Ansiosa pelo tato do carinho arrebatado do calor da tua mão

Não se engane que o silêncio não existe no anoitecer
Fala mais vida que a cidade, tem mais lenda a oferecer
Não demore ela é donzela mas conhece outra mulher
Seu desejo e a madrugada só esperam teu carinho
Quando o ato terminado
Chegue perto da janela olhe fora e olhe dentro
A paisagem se molhou

Noches del Sertão

No te asustes así, joven, con la noche de mi sertão
Es más peligrosa que la poesía, más que el juicio de la razón
La tormenta genera historias, es tan vida como el sol
Son caballos bordeando el río,
Es el cuerpo de la chica jadeante allí al lado
Ansiosa por el tacto del cariño arrebatado del calor de tu mano

No te engañes, el silencio no existe en el anochecer
Habla más vida que la ciudad, tiene más leyendas que ofrecer
No te demores, ella es doncella pero conoce a otra mujer
Su deseo y la madrugada solo esperan tu cariño
Cuando el acto haya terminado
Acércate a la ventana, mira afuera y mira adentro
El paisaje se mojó

Escrita por: Milton Nascimento / Tavinho Moura