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Caras Como Yo

Titãs

Caras Como Eu

Caras como eu
Estão ficando raros
Como cabelos ralos
Que se partem e caem pelo chão

Caras como eu
Estão tirando o pé
Andando em marcha-ré
Com medo de entrar na contramão

Como trens do interior
Que não chegam no horário
Como velhos elefantes
Que morrem solitários

Caras como eu
Estão ficando chatos
Como solas de sapatos
Que se gastam
Com o passar do tempo

Não vou mais medir o tempo
Não vou mais contar as horas
Vou me entregar ao momento
Não vou mais tentar matar o tempo

Como palavras de amor
Que não se guardam em disquetes
Como segredos sem valor
Que a gente nunca esquece

Caras como eu
Estão ficando velhos
Calçando os seus chinelos
Concluindo que não há mais tempo

Não vou mais medir o tempo
Não vou mais contar as horas
Vou me entregar ao momento
Não vou mais tentar matar o tempo

Não vou mais medir o tempo
Não vou mais contar as horas
Vou me entregar ao momento
Não vou mais tentar matar o tempo

Caras Como Yo

Caras como yo
Están volviéndose raros
Como cabellos escasos
Que se parten y caen al suelo

Caras como yo
Están retrocediendo
Caminando hacia atrás
Con miedo de ir en sentido contrario

Como trenes de provincia
Que nunca llegan a tiempo
Como viejos elefantes
Que mueren solitarios

Caras como yo
Están volviéndose aburridos
Como suelas de zapatos
Que se desgastan
Con el paso del tiempo

No voy a medir más el tiempo
No voy a contar las horas
Me entregaré al momento
No intentaré más matar el tiempo

Como palabras de amor
Que no se guardan en discos
Como secretos sin valor
Que nunca olvidamos

Caras como yo
Están envejeciendo
Calzando sus chinelas
Dándose cuenta de que no hay más tiempo

No voy a medir más el tiempo
No voy a contar las horas
Me entregaré al momento
No intentaré más matar el tiempo

No voy a medir más el tiempo
No voy a contar las horas
Me entregaré al momento
No intentaré más matar el tiempo

Escrita por: Tony Bellotto