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Violencia

Titãs

Violência

O movimento começou, o lixo fede nas calçadas
Todo mundo circulando, as avenidas congestionadas
O dia terminou, a violência continua
Todo mundo provocando todo mundo nas ruas

A violência está em todo lugar
Não é por causa do álcool nem é por causa das drogas
A violência é nossa vizinha
Não é só por culpa sua nem é só por culpa minha

Violência gera violência

Violência doméstica, violência cotidiana
São gemidos de dor, todo mundo se engana
Você não tem o que fazer, saia pra rua
Pra quebrar minha cabeça ou pra que quebrem a sua

Violência gera violência

Com os amigos que tenho não preciso inimigos
Aí fora ninguém fala comigo
Será que tudo está podre, será que todos estão vazios?
Não existe razão, nem existem motivos

Não adianta suplicar, porque ninguém responde
Não adianta implorar, todo mundo se esconde
É difícil acreditar que somos nós os culpados
É mais fácil culpar Deus ou então o Diabo

O crime é venerado e posto em uso por toda terra
De um polo a outro se imolam vidas humanas
No reino de Zópito os pais degolam os próprios filhos
Seja qual for o sexo, desde que sua cara não lhes agrade
Os coreanos incham o corpo da vítima a custa de vinagre
E depois de estar assim inchado, matam-no a pauladas
Os irmãos Morávios mandavam matar com cócegas

Violencia

El movimiento comenzó, la basura apesta en las aceras
Todos circulando, las avenidas congestionadas
El día terminó, la violencia continúa
Todos provocando a todos en las calles

La violencia está en todas partes
No es por el alcohol ni por las drogas
La violencia es nuestra vecina
No es solo tu culpa ni solo la mía

Violencia genera violencia

Violencia doméstica, violencia cotidiana
Son gemidos de dolor, todos se engañan
No tienes nada que hacer, sal a la calle
Para romper mi cabeza o que rompan la tuya

Violencia genera violencia

Con los amigos que tengo no necesito enemigos
Ahí afuera nadie me habla
¿Está todo podrido, están todos vacíos?
No hay razón, no hay motivos

No sirve de nada suplicar, porque nadie responde
No sirve de nada implorar, todos se esconden
Es difícil creer que somos los culpables
Es más fácil culpar a Dios o al Diablo

El crimen es venerado y utilizado en toda la tierra
De un polo a otro se sacrifican vidas humanas
En el reino de Zópito, los padres degüellan a sus propios hijos
Sea cual sea el sexo, siempre que su cara no les agrade
Los coreanos inflan el cuerpo de la víctima con vinagre
Y una vez hinchado, lo golpean hasta matarlo
Los hermanos Moravos ordenaban matar con cosquillas

Escrita por: Charles Gavin / Sérgio Britto