Carta de Despedida
Muito já sofri, mares eu enchi, não há mais porque não vou mais chorar
Tragédias decorei, em dramas atuei, não há mais porque, não vou mais sofrer
E hoje nada que venha com o vento me abala a desilusão essa noite eu comi no jantar
E eu vi que podre é o cheiro da morte e do açoite, a mágoa enterrei no quintal para a Terra adubar
E a vida brotar
Feridas eu abri, dos amigos me despedi, não há mais porque não vou mais partir
Incêndios provoquei e o pulso eu quase cortei, não há mais porque, não vou mais morrer
Muito já sofri, mares eu enchi, não há mais porque não vou mais morrer
Carta de Despedida
Mucho ya sufrí, mares llené, no hay más por qué, no voy a llorar más
Tragedias memoricé, en dramas actué, no hay más por qué, no voy a sufrir más
Y hoy nada que venga con el viento me afecta, la desilusión esta noche cené
Y vi que podrido es el olor de la muerte y del azote, la tristeza enterré en el patio para abonar la Tierra
Y que la vida brote
Heridas abrí, de los amigos me despedí, no hay más por qué, no voy a partir más
Incendios provoqué y el pulso casi corté, no hay más por qué, no voy a morir más
Mucho ya sufrí, mares llené, no hay más por qué, no voy a morir más