395px

Augusta, Angélica und Trost

Tom Zé

Augusta, Angélica e Consolação

Augusta, graças a Deus
Graças a Deus
Entre você e a Angélica
Eu encontrei a Consolação
Que veio olhar por mim
E me deu a mão

Augusta, que saudade
Você era vaidosa
Que saudade
E gastava o meu dinheiro
Que saudade
Com roupas importadas
E outras bobagens
Angélica, que maldade
Você sempre me deu bolo
Que maldade
E até andava com a roupa
Que maldade
Cheirando a consultório médico
Angélica

Augusta, graças a Deus
Entre você e a Angélica
Eu encontrei a Consolação
Que veio olhar por mim
E me deu a mão

Quando eu vi
Que o Largo dos Aflitos
Não era bastante largo
Pra caber minha aflição
Eu fui morar na Estação da Luz
Porque estava tudo escuro
Dentro do meu coração

Augusta, Angélica und Trost

Augusta, Gott sei Dank
Gott sei Dank
Zwischen dir und Angélica
Fand ich den Trost
Der kam, um nach mir zu sehen
Und mir die Hand gab

Augusta, wie ich dich vermisse
Du warst eitel
Wie ich dich vermisse
Und hast mein Geld ausgegeben
Wie ich dich vermisse
Für importierte Kleidung
Und anderen Kram
Angélica, wie gemein
Du hast mir immer einen Korb gegeben
Wie gemein
Und hast sogar Kleidung getragen
Wie gemein
Die nach Arztpraxis roch
Angélica

Augusta, Gott sei Dank
Zwischen dir und Angélica
Fand ich den Trost
Der kam, um nach mir zu sehen
Und mir die Hand gab

Als ich sah
Dass der Largo dos Aflitos
Nicht weit genug war
Um meine Qual zu fassen
Zog ich zur Estação da Luz
Weil alles dunkel war
In meinem Herzen

Escrita por: Tom Zé