Boiadeiro
Vou rever o meu sertão, pra matar minha saudade
do meu tempo de peão, relembrando a mocidade:
o rodeio terminando, pra sair de madrugada,
o berrante repicando, o grito da peãozada.
Vai, vai, vai, boiadeiro, levando a boiada.
Vai, vai, vai, boiadeiro, levando a boiada. Coral
Vivo triste relembrando quando lá deixei meu bem.
Minha mãe ficou chorando, sai chorando também.
Hoje longe, muito longe das campina e da boiada,
só o berrante da saudade vive gritando na estrada.
Vai, vai, vai, boiadeiro,...
Fui vaqueiro destemido no meu tempo de rapais.
O que eu fiz naquele tempo boiadeiro hoje não fais.
Neste mundo tudo passa, vai seguindo a mesma estrada,
só o ponteiro da saudade sempre chamando a boiada.
Vai, vai, vai, boiadeiro,...
Boiadeiro
Voy a revisitar mi tierra, para calmar mi nostalgia
del tiempo en que era peón, recordando mi juventud:
el rodeo terminando, para salir de madrugada,
el berrante repicando, el grito de los peones.
Vamos, vamos, vamos, vaquero, llevando el ganado.
Vamos, vamos, vamos, vaquero, llevando el ganado. Coral
Vivo triste recordando cuando dejé a mi amor allá.
Mi madre se quedó llorando, yo también lloraba al partir.
Hoy lejos, muy lejos de las llanuras y del ganado,
solo el berrido de la nostalgia sigue gritando en el camino.
Vamos, vamos, vamos, vaquero,...
Fui un valiente vaquero en mi juventud.
Lo que hice en aquel entonces, vaquero, hoy ya no lo hago.
En este mundo todo pasa, sigue el mismo camino,
solo el reloj de la nostalgia siempre llamando al ganado.
Vamos, vamos, vamos, vaquero,...
Escrita por: Celso Mendes / Tonico