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Difunto

Tonico e Tinoco

Finado

A tristeza no meu peito é quando a noite escurece.
Meus suspiro são dobrado, todas coisa me aborrece,
meu rancho ficou desfeito, o meu coração padece,
meu amor foi pra bem longe e nunca mais aparece.

Todo dia de Finado faço a minha penitência:
eu vou lá no povoado, rever a minha querência,
onde há tempo a minha amada terminou sua existência,
foi s'embora deste mundo, para outra residência.

Levo na minha bagage uma coroa de frô
com espinho da saudade, num coração sofredô.
Levo no peito a tristeza, lembrança do nosso amô,
oferecendo uma prece, com meu rosário de dô.

Ao saí do cemitério, sem querê meus óio chora.
Faço minha despedida e sozinho venho embora.
Acendo vela, rezando para Deus e Nossa Senhora,
que proteja a minha amada, no céu onde ela mora.

Difunto

La tristeza en mi pecho es cuando la noche oscurece.
Mis suspiros se duplican, todo me molesta,
mi rancho quedó deshecho, mi corazón sufre,
mi amor se fue lejos y nunca más aparece.

Cada Día de Difuntos hago mi penitencia:
voy al pueblo a revisitar mi querencia,
donde hace tiempo mi amada terminó su existencia,
se fue de este mundo, a otra residencia.

Llevo en mi equipaje una corona de flores
con espinas de la añoranza, en un corazón sufrido.
Llevo en el pecho la tristeza, recuerdo de nuestro amor,
ofreciendo una plegaria, con mi rosario de dolor.

Al salir del cementerio, sin querer mis ojos lloran.
Me despido y regreso solo.
Enciendo una vela, rezando a Dios y a Nuestra Señora,
para que protejan a mi amada en el cielo donde mora.

Escrita por: Benedito Seviero / Teddy Vieira