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Suelo de Tiza

Toninho Nascimento

Chão de Giz

Eu desço dessa solidão
Espalho coisas sobre
Um chão de giz
Há meros devaneios tolos
A me torturar
Fotografias recortadas
Em jornais de folhas
Amiúde
Eu vou te jogar
Num pano de guardar confetes
Eu vou te jogar
Num pano de guardar confetes

Disparo balas de canhão
É inútil, pois existe
Um grão-vizir
Há tantas violetas velhas
Sem um colibri
Queria usar, quem sabe
Uma camisa de força
Ou de vênus
Mas não vão gozar de nós
Apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar
Gastando assim o meu batom

Agora pego
Um caminhão na lona
Vou a nocaute outra vez
Pra sempre fui acorrentado
No seu calcanhar
Meus vinte anos de "boy"
That's over, baby!
Freud explica...

Não vou me sujar
Fumando apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar
Gastando assim o meu batom
Quanto ao pano dos confetes
Já passou meu carnaval
E isso explica porque o sexo
É assunto popular

No mais estou indo embora
No mais estou indo embora
No mais estou indo embora
No mais

Suelo de Tiza

Yo bajo de esta soledad
Esparzo cosas sobre
Un suelo de tiza
Hay meros sueños tontos
Que me torturan
Fotografías recortadas
De periódicos de hojas
A menudo
Te voy a lanzar
En un trapo para guardar confetes
Te voy a lanzar
En un trapo para guardar confetes

Disparo balas de cañón
Es inútil, pues existe
Un gran visir
Hay tantas violetas viejas
Sin un colibrí
Quisiera usar, quién sabe
Una camisa de fuerza
O de Venus
Pero no se van a burlar de nosotros
Solo un cigarro
Ni te voy a besar
Gastando así mi labial

Ahora tomo
Un camión en la lona
Voy a noquear otra vez
Siempre estuve encadenado
En tu talón
Mis veinte años de "chico"
Eso se acabó, cariño!
Freud lo explica...

No me voy a ensuciar
Fumando solo un cigarro
Ni te voy a besar
Gastando así mi labial
En cuanto al trapo de los confetes
Ya pasó mi carnaval
Y eso explica por qué el sexo
Es un tema popular

En fin, me voy
En fin, me voy
En fin, me voy
En fin.

Escrita por: Zé Ramalho