Sono
Já me acostumei,
A dormir com os meus pés pra fora.
Nunca hesitei,
Ao fechar os olhos e atravessar e te ver.
Só pra te ver
E não
Não te ver.
Meu travesseiro sabe mais de mim do que qualquer pessoa.
E ele não é de falar.
Isso é só pra te ver
E não
Não te ver.
E quando os olhos abrem,
O sonho se despede de nós.
E a gente fala bem baixinho, pra saudade não acordar.
Isso é só pra te ver.
Sueño
Ya me acostumbré,
A dormir con los pies afuera.
Nunca dudé,
Al cerrar los ojos y atravesar para verte.
Solo para verte
Y no
No verte.
Mi almohada sabe más de mí que cualquier persona.
Y no es de hablar.
Esto es solo para verte
Y no
No verte.
Y cuando los ojos se abren,
El sueño se despide de nosotros.
Y hablamos muy bajito, para que la nostalgia no despierte.
Esto es solo para verte.
Escrita por: Alexandre Nickel / Pedro Ramos