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La Casa de la Abuela

Traia Véia

Casa da Vó

Quantas bolas a gente chutou aqui nesse portão
E olha a gente aqui, vai ser difícil irmão
Olha os vasos da vovó sem água
Que com tanto amor ela regava
E o cheirinho dela, ainda está na casa

O radinho de pilha que o vô toda vida escutava
A caneca de café de lata toda enferrujada
Como eles vão ter coragem de vender aqui
Liga pro pai, fala pra ele vir
Que com certeza ele vai desistir

E de cara quando ele puxar o trinquinho da porta
Vai lembrar da vó fazendo doce e o vô ouvindo moda
Vai pegar nas mãos seu brinquedinho velho de madeira
Vai deixar de vender as lembranças de uma vida inteira

La Casa de la Abuela

¿Cuántas pelotas pateamos aquí en esta puerta?
Y míranos aquí, va a ser difícil hermano
Mira los jarrones de la abuela sin agua
Que con tanto amor ella regó
Y su olor todavía está en la casa

La radio a pilas que el abuelo escuchó toda su vida
La taza de café de hojalata oxidada
¿Cómo tendrán el coraje de vender aquí?
Llama a tu papá, dile que venga
Que definitivamente se rendirá

Y enseguida cuando tira del pestillo de la puerta
Recordarás a la abuela haciendo dulces y al abuelo escuchando moda
Ve y toma tu viejo juguete de madera en tus manos
Dejarás de vender los recuerdos de tu vida

Escrita por: Leandro Visacre de Souza / Erik Visacre de Souza (Luigi) / Jeison do Nascimento Rocha da Silva / Lucas de Souza Carvalho