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Imborrable

Trapyche

Indelével

Perto desse porto, há uma farpa que fere
me divide, disperça de deixar doido
certo desse corte, parto ou me perco
na pausa que há na pauta do meu peito
delito ou me dispeço, dou um passo ou paraliso
me falta um final feliz pra esse filme
desatino ou desespero, escondo ou escancaro
ou finjo e fujo na fraca frase desse fôlego

vou seguindo e o porto fica atrás
vou matando esse dia
vou esconder a falta que "cê" faz
nas rimas da poesia...

longe do teu leito, insônia e incêndio
é fogo na forma de frio, é o forro
o som do teu silêncio, rapta o meu ritmo
confesso confundo compasso composto
mudo a melodia, e um verso vivo vem
a luz da lua me lembrar,
que sou escravo do que escrevo...

Imborrable

Cerca de este puerto, hay una astilla que hiere
me divide, dispersa y vuelve loco
seguro de este corte, parto o me pierdo
en la pausa que hay en la partitura de mi pecho
delito o me despido, doy un paso o paralizo
me falta un final feliz para esta película
desatino o desespero, escondo o exhibo
o finjo y huyo en la débil frase de este aliento

sigo adelante y el puerto queda atrás
voy matando este día
voy a ocultar la falta que haces
en las rimas de la poesía...

lejos de tu lecho, insomnio e incendio
es fuego en forma de frío, es el forro
el sonido de tu silencio, secuestra mi ritmo
confieso confundo compás compuesto
cambio la melodía, y un verso vivo viene
la luz de la luna me recuerda,
que soy esclavo de lo que escribo...

Escrita por: Vê Domingos