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Dublinense

Trem Fantasma

Dublinense

Poucas vezes eu vi você passando
Debaixo de um céu que é de ferro que só esteve olhando
Caçando fantasmas em cacos de vidro
Em busca daquele seu trago antigo

Sem nenhuma chance acaba sempre ferido
Com sete palmos de vida já não corre perigo
Correndo pra fora do que tem por dentro
Daquela porta que só fecha com o vento

Rua após rua, grito por grito
Eu não vou lhe contar o que eu já havia dito

Dita olhares, mas isso não lhe faz a cabeça
Coisa daquilo que deixa a sua pira intensa
Nos pés descalços os dedos talhados
Passando por cima de coração empalhados

Rua após rua, grito por grito
Eu não vou lhe contar o que eu já havia dito

Dublinense

Pocas veces te vi pasar
Bajo un cielo de hierro que solo miraba
Cazando fantasmas en fragmentos de vidrio
Buscando ese trago antiguo

Sin ninguna oportunidad, siempre terminas herido
Con siete palmos de vida, ya no corres peligro
Corriendo hacia afuera de lo que llevas dentro
De esa puerta que solo se cierra con el viento

Calle tras calle, grito tras grito
No te voy a contar lo que ya había dicho

Dice miradas, pero eso no te interesa
Cosa de lo que enciende tu fuego
Con los pies descalzos y los dedos cortados
Pasando por encima de corazones empalagados

Calle tras calle, grito tras grito
No te voy a contar lo que ya había dicho

Escrita por: Yuri Vasselai