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El Farolito

Trio da Vitória

O Candeeiro

Que saudade, que saudade
Do meu tempo de criança
Chapeuzinho de barbela
Cabelinho ainda de trança

Candeeiro do meu pai
Nas lidas de carro de boi
Que saudade, que saudade
Desse tempo que se foi

Candeeiro, candeeiro
Candeeiro do sertão
Vai gritando com a boiada
Cheio de satisfação

Eu chamava os bois de guia
Vem Bargado, vem Solidão
Meu pai lá da traseira
Chacoalhava as argolas da vara de ferrão

O carro cantando bonito
Deixava dois riscos no chão
A boiada arrastando os pés
Fazia um poeirão

À tardinha de volta
No terreiro da fazenda
Mamãe me esperava
Com seu vestido de renda

Eu chegava bem cansado
Mas com a ajuda de um peão
Descangava a boiada
E guardava o meu ferrão

Candeeiro, candeeiro
Candeeiro do sertão
Camisa aberta no peito
E na cinta o seu facão

Muitas lágrimas derramei
Escrevendo esta canção
Com saudades da boiada
Do meu carro de boi
Do meu lindo sertão

Do meu tempo de candeeiro
Cortando estradão
Pisando areia quente
Areia quente do chão
Pisando areia quente
Areia quente do chão
Vem Bargado, vem Solidão

El Farolito

Qué nostalgia, qué nostalgia
De mi tiempo de niñez
Sombrero de ala ancha
Cabello aún en trenzas

El farolito de mi padre
En las labores del carro de bueyes
Qué nostalgia, qué nostalgia
de ese tiempo que se fue

Farolito, farolito
Farolito del campo
Va gritando con el ganado
Lleno de satisfacción

Yo llamaba a los bueyes de guía
Ven Bargado, ven Solidão
Mi padre desde la parte trasera
Sacudía los aros del vara de hierro

El carro cantando bonito
Dejaba dos rastros en el suelo
El ganado arrastrando los pies
Hacía una nube de polvo

Al atardecer de regreso
En el patio de la hacienda
Mamá me esperaba
Con su vestido de encaje

Yo llegaba muy cansado
Pero con la ayuda de un peón
Descargaba el ganado
Y guardaba mi vara de hierro

Farolito, farolito
Farolito del campo
Camisa abierta en el pecho
Y en la cintura su machete

Muchas lágrimas derramé
Escribiendo esta canción
Con nostalgia del ganado
De mi carro de bueyes
De mi hermoso campo

De mi tiempo de farolito
Cortando caminos
Pisando la arena caliente
Arena caliente del suelo
Pisando la arena caliente
Arena caliente del suelo
Ven Bargado, ven Solidão

Escrita por: César França