Na estrada da vida
De um homem errante
Não existem flores
Beirando o caminho
E nem poderia
Seguir entre flores
Quem em sua vida
Só plantou espinhos
É nesse martírio
Que hoje eu vivo
Sigo tropeçando
Na estrada da vida
E uma ramagem
Cheia de espinhos
Cobriu minha estrada
Cercou meu caminho
Agora estou
Num beco sem saída
Hoje eu cheguei
Numa encruzilhada
Não sei o caminho
Que devo seguir
Pois nenhum caminho
Tem algum destino
Para quem caminha
Sem ter onde ir
Se vou pela esquerda
Se vou a direita
Não tem diferença
Pra mim tanto faz
Quem está seguindo
O rumo do nada
Não é necessário
Escolher estrada
Pode ir em frente
Ou voltar pra trás
Sou um morto vivo
Sem rumo na vida
Que não tendo lar
Pelo mundo vaga
Servindo de exemplo
Ao velho ditado
O que faz na terra
Na terra se paga
Se a lei da vida
Age com justiça
E manda o castigo
Quando a gente erra
Então mande a morte
A um vagabundo
Um pobre infeliz
Que vive no mundo
Só fazendo peso
Em cima da terra
Escrita por: Barrerito, Benedito Seviero, Tomaz