Mil e Quinhentas Cabeças
Com mil e quinhentas cabeça
Saí de trindade pra Minas Gerais
Eu e mais dez boiadeiro
Cortando as estradas do chão de Goiás
Passemo por sussuapara
Em piracanjuba nós fomos pousá
E no outro dia bem cedo
Fizemo a contage pra continua
E com a bandeira na frente
Lá ia o clemente fazendo siná
Juca moreno e zé dante
Tocava o berrante pro gado escuitá
Em barrinho e goiatuba
Fecharam o comércio foi pra nóis passá
Com as mil e quinhentas cabeça
Eu ia rasgando sem me atrapalhá
De buriti a itumbiara
O gado já tava querendo arribá
Eu gritei pra peãozada
Na primeira aguada nóis vai descansá
Ali fizemo pousada
Pra minha boiada podê se animá
E noutro dia rompemo
Em tupaciguara nóis fomos pará
Paguei barreira do gado
Passei pro outro estado deixando Goiás
Com as mil e quinhentas cabeça
Cortando as estradas de Minas Gerais
Cheguemo em turibaté
Com chico zezé e seus capataiz
O gado nóis entreguemo
E depois vortemo pro chão de Goiás
Mil quinientas cabezas
Con mil quinientas cabezas
Salí de Trinidad hacia Minas Gerais
Yo y otros diez vaqueros
Recorriendo los caminos del suelo de Goiás
Pasamos por Sussuapara
En Piracanjuba nos detuvimos
Y al día siguiente bien temprano
Hicimos el conteo para continuar
Y con la bandera al frente
Allá iba el clemente haciendo señas
Juca Moreno y Zé Dante
Tocaban el clarín para que el ganado escuchara
En Barrinho y Goiatuba
Cerraron el comercio para que pasáramos
Con las mil quinientas cabezas
Yo iba avanzando sin tropezar
De Buriti a Itumbiara
El ganado ya quería desviarse
Grité a los peones
En el primer abrevadero descansaremos
Allí hicimos una parada
Para que mi ganado se animara
Y al día siguiente partimos
A Tupaciguara nos dirigimos
Pagué la barrera del ganado
Pasé al otro estado dejando Goiás
Con las mil quinientas cabezas
Recorriendo los caminos de Minas Gerais
Llegamos a Turibaté
Con Chico Zezé y sus capataces
Entregamos el ganado
Y luego regresamos al suelo de Goiás
Escrita por: Anacleto Rosas Jr.