O Palhaço
Fui dormir muito tarde
Acordei cedo
De saudade
Vou caminhar
Pela cidade criando repulsa
E nenhum alarde
Chuva de setembro
Rua quinze de novembro
E de você eu ainda lembro
E entendo
Vou prosseguindo me remoendo
Perdido na vida
Sem noção do tempo
Onde andarão meus óculos escuros
Que são muros de proteção?
São pra esconder
As lagrimas contidas
Que brotam de um rosto
De solidão
Falta meia hora
Para eu subir nesse palco
Estou triste e bêbado
Boina vermelha
Nu e descalço
Vejo a platéia
Atrás da fumaça do meu cigarro
Contentes cantando seus sorrisos falsos
Sou
Um palhaço neste circo
Montado pra mim
Do
Picadeiro não olho pra baixo
Um salto sem fim
Pra cair da corda bamba
E o povo aplaudir
El Payaso
Fui a dormir muy tarde
Me desperté temprano
De nostalgia
Voy a caminar
Por la ciudad creando repulsión
Y sin ningún alboroto
Lluvia de septiembre
Calle quince de noviembre
Y aún recuerdo de ti
Y entiendo
Sigo adelante, removiéndome
Perdido en la vida
Sin noción del tiempo
¿Dónde estarán mis lentes oscuros
Que son muros de protección?
Son para ocultar
Las lágrimas contenidas
Que brotan de un rostro
De soledad
Falta media hora
Para subir a este escenario
Estoy triste y borracho
Boina roja
Desnudo y descalzo
Veo al público
Detrás del humo de mi cigarrillo
Felices cantando sus sonrisas falsas
Soy
Un payaso en este circo
Montado para mí
Del
Escenario no miro hacia abajo
Un salto sin fin
Para caer de la cuerda floja
Y el pueblo aplaudir
Escrita por: Felipe Lamberg