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Geraldine

UHF

Dona de passagem na avenida
Mulher de corpo de marfim
Sopras o fumo na minha cara
E nem sequer me vês à passagem

Geraldine foi violada
No quarto da mãe
E agora passeia estoirada
No ritmo que a vida tem

Sem descanso nem horário
Geraldine tem de cumprir
Pra sacar o ganho
Que o chulo vai consumir

Quando a dança aquece
E as ofertas correm na praça
Geraldine arrisca a vida
Ensaiando a farsa

Escrita por: António Manuel Ribeiro