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Paranoico

Ulo Selvagem

Paranoico

Escute bem meu irmão o que eu vou te dizer
Você passa o tempo todo sem saber o que fazer
Mergulhado no vício, mergulhado no tédio
Não tem força para viver, o seu caso é sério
Você pensa que é esperto, mas é um tremendo otário
Pensa em se dar bem em tudo, mas no fundo é enganado
E se finge de doente pra poder ser visitado
Dorme com um olho aberto enquanto o outro está fechado

Porque você é assim

Não sei porque você ainda insiste nisto
Você está ultrapassado, não consegue mais fingir
Sua vida é uma farsa, sua vida é uma utopia
Mergulhada em sonhos, mergulhada em fantasias
Você reclama e sempre se faz de vítima
Coitado de todos aqueles que ainda acreditam
E está ficando louco, porém ainda muito esperto
Você é um cara sádico, você é um cara sórdido

Porque você é assim

Você está ferrado, agora está sozinho, cercado de rancores
E pedras em seu caminho, tentando se encontrar
Mas cada vez se perde, cospe no próprio copo
Que um dia matou sua sede, vê se cresce e desiste
Procure um novo rumo, onde você se encontre
E seja você mesmo, para que um dia possa descansar em paz
Sem medo dar verdade, sem medo de olhar para trás
Qualquer semelhança, com pessoas vivas ou mortas, é mera coincidência

Paranoico

Escucha bien hermano lo que te voy a decir
Pasas todo el tiempo sin saber qué hacer
Sumergido en el vicio, sumergido en el tedio
No tienes fuerzas para vivir, tu caso es serio
Piensas que eres astuto, pero eres un tremendo tonto
Piensas que te va bien en todo, pero en el fondo eres engañado
Y te haces el enfermo para que te visiten
Duermes con un ojo abierto mientras el otro está cerrado

Por qué eres así

No sé por qué aún insistes en esto
Estás pasado de moda, ya no puedes fingir más
Tu vida es una farsa, tu vida es una utopía
Sumergida en sueños, sumergida en fantasías
Te quejas y siempre te haces la víctima
Pobres de aquellos que aún creen en ti
Y te estás volviendo loco, pero aún muy astuto
Eres un tipo sádico, eres un tipo sórdido

Por qué eres así

Estás jodido, ahora estás solo, rodeado de rencores
Y piedras en tu camino, intentando encontrarte
Pero cada vez te pierdes, escupes en tu propio vaso
Que un día sació tu sed, crece y desiste
Busca un nuevo rumbo, donde te encuentres
Y sé tú mismo, para que un día puedas descansar en paz
Sin miedo a la verdad, sin miedo a mirar atrás
Cualquier parecido con personas vivas o muertas, es mera coincidencia

Escrita por: Ray Bass, Sandra de Cássia