Pássaros da Noite - Carta de um Refugiado
Olhar puro, busca em passos firmes
Vou eu encontrar a razão
Pra ainda assim acreditar
Num amor livre, como eu
Abrasar compaixão
Cada encalço falso
De um abismo escorreu
Vidas, pó, nas monções
Seguem os filhos de empecilhos
Andarilhos como eu
Hoje, morte não
Não vou existir por aí
Como se eu fosse um perdedor
Não vou desistir de ir aí
Como se eu fosse um desertor
Não vou me enrustir por aí
Vou indo, vou seguindo
Ouvindo mais um rumor de linguagem
Viagem, agem,
Cresce um crepom de ruídos
Lidos, idos,
Num breve tom de coragem
Miragem, agem
Mas como você me acolhe sem me alterar?
Mas como você acolhe sem querer me mudar?
Como você acolhe sem alterar
O mundo que escolheu
O fundo de um sonho livre que fluiu
Nada vale mais que um simples viver
Ter como um cardinal de norte
O sopro, o vôo, o ser...
Pássaros que migram na escuridão
No turbilhão dos ventos quentes, fortes das canções
Que enfim sigo ouvindo
De um enorme silêncio
Se até o que no caso penso, calou
Sendo o que de tudo muito como bóreas de norte
Vendo o que é carmesim
No céu de tudo
Vou indo pra te encontrar
Mas como você acolhe sem querer me mudar
Estou indo pra me encontrar
Não sei o que vai ser,
Se o vento do silêncio calou
Sem querer me transformar em você
Pájaros de la Noche - Carta de un Refugiado
Mirada pura, buscando con pasos firmes
Voy a encontrar la razón
Para aún así creer
En un amor libre, como yo
Abrazar compasión
Cada rastro falso
De un abismo se deslizó
Vidas, polvo, en las monzones
Siguen los hijos de obstáculos
Peregrinos como yo
Hoy, la muerte no
No voy a existir por ahí
Como si fuera un perdedor
No voy a rendirme yéndome
Como si fuera un desertor
No voy a esconderme por ahí
Voy avanzando, voy siguiendo
Escuchando otro rumor de lenguaje
Viaje, actúan,
Crecen un montón de ruidos
Leídos, idos,
En un breve tono de valentía
Ilusión, actúan
Pero ¿cómo me acoges sin alterarme?
Pero ¿cómo me acoges sin querer cambiarme?
Cómo me acoges sin alterar
El mundo que elegiste
El fondo de un sueño libre que fluyó
Nada vale más que simplemente vivir
Tener como un cardenal del norte
El aliento, el vuelo, el ser...
Pájaros que migran en la oscuridad
En el torbellino de los vientos cálidos, fuertes de las canciones
Que sigo escuchando
De un enorme silencio
Si incluso lo que en este caso pienso, calló
Siendo parte de todo como las auroras boreales del norte
Viendo lo que es carmesí
En el cielo de todo
Voy hacia ti para encontrarte
Pero ¿cómo me acoges sin querer cambiarme?
Estoy yendo para encontrarme
No sé qué será,
Si el viento del silencio calló
Sin querer convertirme en ti