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Está lloviendo en mi campo

Vadico e Vidoco

Está Chovendo Na Minha Roça

Estão querendo encerrar minha carreira
Nas mãos de Deus entreguei a covardia
Ainda tenho muito som, muita viola
Na minha roça tá chovendo todo dia

A minha estrada ninguém vai encher de espinhos
Do meu telhado ninguém vai quebrar uma telha
Do meu café ninguém vai botar veneno
Minha farofa ninguém enche de areia

A minha amada ninguém tira dos meus braços
Na minha casa gavião nenhum rodeia
E no meu céu ninguém mexe numa estrela
Da minha noite ninguém tira a Lua cheia

Estão querendo encerrar minha carreira
Nas mãos de Deus entreguei a covardia
Ainda tenho muito som, muita viola
Na minha roça tá chovendo todo dia

Estão querendo derrubar o cantador
Meu santo é forte, não estou fazendo conta
Do meu arreio ninguém corta a barrigueira
O meu cavalo ninguém vai tirar da ponta

A minha cama ninguém vai encher de prego
A minha rede ninguém vai jogar no chão
E nos meus olhos ninguém vai jogar pimenta
Quem vai com Deus o diabo não põe a mão

Estão querendo encerrar minha carreira
Nas mãos de Deus entreguei a covardia
Ainda tenho muito som, muita viola
Na minha roça tá chovendo todo dia

Está lloviendo en mi campo

Están tratando de acabar con mi carrera
En manos de Dios entregué la cobardía
Todavía tengo mucho sonido, mucha guitarra
En mi campo está lloviendo todos los días

Mi camino nadie va a llenar de espinas
De mi techo nadie va a romper una teja
En mi café nadie va a echar veneno
Mi comida nadie va a llenar de arena

Mi amada nadie va a sacar de mis brazos
En mi casa ningún gavilán ronda
Y en mi cielo nadie toca una estrella
De mi noche nadie quita la Luna llena

Están tratando de acabar con mi carrera
En manos de Dios entregué la cobardía
Todavía tengo mucho sonido, mucha guitarra
En mi campo está lloviendo todos los días

Están tratando de derribar al cantor
Mi santo es fuerte, no estoy haciendo cuentas
De mi montura nadie corta la cincha
A mi caballo nadie va a quitar de la punta

Mi cama nadie va a llenar de clavos
Mi hamaca nadie va a tirar al suelo
Y en mis ojos nadie va a echar pimienta
Quien va con Dios, el diablo no pone la mano

Están tratando de acabar con mi carrera
En manos de Dios entregué la cobardía
Todavía tengo mucho sonido, mucha guitarra
En mi campo está lloviendo todos los días

Escrita por: Lourival dos Santos / Samuel dos Santos / Tião Carreiro