Vermífugo
Um sorvete de lágrimas se desfez
Construído para durar toda uma eternidade
Sem dar atenção para o que acontecia
Escorria-se pelas mãos o pior féu da vida
O cão, finalmente se desengatou
O são, finalmente, se desencerrou
Eu não sei se foi um capricho do céu
Ou o desvario d'uma entidade qualquer
Sucedeu que o cramulhão destemperado
Voltou de vez pra garrafa que o acolhia
Eu me perguntei porque o manto se demorou
Comemorando com ela naquele dia
Escrevi esse sambinha de felicidade
Em homenagem à liberdade parida
Escrevi esse sambinha numa manhã de sol
Celebrando a pureza que já não se via
Eu vermifuguei você da minha vida
Ascaris lumbricóides esquecida
Eu vermifuguei você da minha vida
Ascaris lumbricóides esquecida
Vermífugo
Un helado de lágrimas se deshizo
Construido para durar toda una eternidad
Sin prestar atención a lo que sucedía
Se escurría por las manos lo peor de la vida
El perro, finalmente se desenganchó
El sano, finalmente, se desenredó
No sé si fue un capricho del cielo
O la locura de alguna entidad cualquiera
Sucedió que el diablo descontrolado
Volvió de una vez a la botella que lo acogía
Me pregunté por qué el manto se demoró
Celebrando con ella en ese día
Escribí este sambita de felicidad
En homenaje a la libertad nacida
Escribí este sambita en una mañana de sol
Celebrando la pureza que ya no se veía
Te desparasité de mi vida
Ascaris lumbricoides olvidada
Te desparasité de mi vida
Ascaris lumbricoides olvidada
Escrita por: Zé Mário Restini