Embaixo da Cama
Tantos ares, tantos males, tantos pares novos de
Sapato
Tanta fome, tanta sede, tanta roça para capinar
Onde estão minhas malas? onde estão?
Amanhã pela manhã eu irei cruzar aquela porta
Posso mudar o tom
E assim
Tentar te agradar
Quantos mantos, quantos prantos, quantos cantos para
Me abrigar
Quanto ferro, quanto fogo, quantos anos ainda estão
Por vir
Onde estão minhas malas? onde estão?
Como é de praxe estou à mercê dos meus desatinos
Posso manter o tom
E assim
Tentar te agradar
Quem me dera fosse de aço
Esse corpo que me abriga
Só pra ser imune
Aos teus golpes traiçoeiros
Há um preço alto a se pagar
Pela sua companhia
Já estou ficando farto
De tanta mentira
Tantos meios, tantas teias, tantas veias abertas a
Sangrar
Quantos lados, quantos quadros, quantos dados para se
Lançar
Posso esquecer o tom
E assim
Aprender a errar
Muitos tantos
Tantos quantos
Quanots tantos
Vários quantos
Debajo de la Cama
Tantos aires, tantos males, tantos pares nuevos de
Zapatos
Tanta hambre, tanta sed, tanta maleza por desmalezar
¿Dónde están mis maletas? ¿dónde están?
Mañana por la mañana cruzaré esa puerta
Puedo cambiar el tono
Y así
Intentar complacerte
Cuántos mantos, cuántos llantos, cuántos cantos para
Abrigarme
Cuánto hierro, cuánto fuego, cuántos años aún están
Por venir
¿Dónde están mis maletas? ¿dónde están?
Como es costumbre, estoy a merced de mis desatinos
Puedo mantener el tono
Y así
Intentar complacerte
Quién pudiera ser de acero
Este cuerpo que me resguarda
Solo para ser inmune
A tus golpes traicioneros
Hay un alto precio que pagar
Por tu compañía
Ya estoy harto
De tantas mentiras
Tantos medios, tantas telarañas, tantas venas abiertas a
Sangrar
Cuántos lados, cuántos cuadros, cuántos dados para lanzar
Puedo olvidar el tono
Y así
Aprender a equivocarme
Muchos tantos
Tantos cuantos
Varios cuantos
Diversos cuantos
Escrita por: Francisco Mendes / Rodrigo Nobre