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O Homem Que Me Tornei

Valdiner Pereira

Caminhei mais de mil quilômetros
Por estradas sem nome
Através de noites encharcadas de chuva
E manhãs que pareciam todas iguais

Minhas botas estão gastas e empoeiradas
Mas me trouxeram até aqui
E cada cicatriz que carrego
Brilha como uma estrela silenciosa

Conheci algumas pessoas boas
E perdi algumas também
Algumas histórias me fortaleceram
Outras foram difíceis demais para contar

Mas cada curva e sombra
Moldaram o homem que me tornei
E agora vejo o significado
No que eu costumava chamar de infortúnio e derrota

Então, aqui está meu silencioso agradecimento
Pelas montanhas e pela chuva
Pelos momentos em que tropecei
Pelas lições na dor

Estou de pé sozinho agora
Ainda caminhando linha por linha
E destino, eu te agradeço
Por fazer deste caminho o meu caminho

Houve dias em que me senti abandonado
Sem nada além do meu nome
Noites em que perguntei à escuridão
Se algum dia eu ressurgiria

Mas algo me manteve em movimento
Apenas uma faísca dentro do meu peito
E agora vejo que até mesmo a luta
Às vezes nos leva ao que é melhor

O passado não me assombra mais
Fiz as pazes com o que fiz
As batalhas que travei
Foram as que me fortaleceram

E agora a estrada atrás de mim
Se assenta suavemente na poeira
Uma história não de glória
Mas de aprender a confiar

Então, aqui está meu silencioso agradecimento
Pelas montanhas e pela chuva
Pelos momentos em que tropecei
Pelas lições na dor

Estou de pé sozinho agora
Ainda caminhando linha por linha
E destino, eu te agradeço
Por fazer este caminho meu

Então, aqui está meu silencioso agradecimento
Pelas montanhas e pela chuva
Pelos momentos em que tropecei
Pelas lições na dor

Estou aqui de mãos abertas
Sem amargura, sem orgulho
E destino, eu te agradeço
Por caminhar ao meu lado

Escrita por: Valdiner Pereira de Oliveira