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Egoísta

Valentin

Egoísta

Ruim mesmo é assitir a esse filme que a gente já conhece o fim...
Parece que a tua vida só anda quando não tropeça em mim
Eu juro que tento desviar dos meus problemas
E achar mais tempo pra escutar os teus
Mas minha consciência me sufoca e é terrível quando não encontro mais
Por onde caminhar sozinho.

Tinha o espaço que era meu e lá me refugiava todas as vezes em que o mundo parecia não estar afim de mim
Deixei você entrar com algum receio de que não pudesse mais me esconder
E diante de tanta alegria que trouxeste aos meus dias
Fechei as portas por fora
Achando que em nenhuma outra hora nessa vida
Iria precisar voltar
A caminhar sozinho...

Mas quando eu mais quis a minha própria companhia
E aprender comigo mesmo as manhas que ninguém ensina
Tua voz me acolheu
E eu não soube negar teu amparo
Não quero admitir, mas não sei mais ser tão só... tão só.

Egoísta

Es muy malo ver esta película que ya conocemos el final
Parece que tu vida solo camina cuando no tropieza conmigo
Te juro que trato de esquivar mis problemas
Y encuentra más tiempo para escuchar el tuyo
Pero mi conciencia me sofoca y es terrible cuando ya no puedo encontrarla
Donde caminar solo

Tenía el espacio que era mío y me refugié allí cada vez que el mundo no parecía en mí
Te dejé entrar con un poco de miedo de que no pudieras esconderme más
Y ante tanta alegría que has traído a mis días
Cerré las puertas desde afuera
Pensando que no hay otro momento en esta vida
Tendría que volver
Caminando solo

Pero cuando más quería mi propia compañía
Y aprender de mí mismo los trucos que nadie enseña
Tu voz me acogió
Y no sabía cómo negar tu impotencia
No quiero admitirlo, pero ya no sé cómo estar tan sola

Escrita por: Erico Junqueira