Esfinge
Manchei a minha letra com lágrimas
Escorreram de tanto chorar
Por não conseguir expressar
A dor que ontem veio e disfarcei
O pouco que eu tinha foi tudo o que dei
A merda foi que eu me lasquei
Eu não vou mais decifrar
Tô velho pra enigma
Não vale a pena
Amor, não vale à pena, não
O meu coração vulcânico
Contra seu humor enfadonho
Me vejo um brinquedo
Usado de plástico
Desgastado, desgraçado
Usado até o último elástico
O canto que mata
De um jeito que salva
Jogo, rebolo, me esquivo, remexo e não olho pra trás
Isso não é orgulho
É proteção
De quem casou com a solidão
De quem já ficou na mão
Eu não vou mais decifrar
Tô velho pra enigma
Não vale a pena
Amor, não vale à pena, não
Coração
O seu amor
De plástico
Desgraçado
Elástico
O canto que mata
De um jeito que salva
Jogo, rebolo, me esquivo, remexo e não olho pra trás
Esfinge
Manché mi letra con lágrimas
Corrieron de tanto llorar
Por no poder expresar
El dolor que ayer vino y disimulé
Lo poco que tenía fue todo lo que di
La mierda fue que me jodí
Ya no voy a descifrar más
Estoy viejo para enigmas
No vale la pena
Amor, no vale la pena, no
Mi corazón volcánico
Contra tu humor aburrido
Me veo como un juguete
Usado de plástico
Desgastado, desgraciado
Usado hasta el último elástico
El canto que mata
De una manera que salva
Juego, me muevo, me esquivo, me revuelvo y no miro hacia atrás
Esto no es orgullo
Es protección
De quien se casó con la soledad
De quien ya se quedó colgado
Ya no voy a descifrar más
Estoy viejo para enigmas
No vale la pena
Amor, no vale la pena, no
Corazón
Tu amor
De plástico
Desgraciado
Elástico
El canto que mata
De una manera que salva
Juego, me muevo, me esquivo, me revuelvo y no miro hacia atrás
Escrita por: Cláudio Mendes / Matt Brasil / Valmir Lins