Mudei meu gado da solta
Que o pasto estava acabando
Na subida da ladeira
Na sombra da quixabeira
Vi um vaqueiro chorando
Perguntei: Que é isso, mano
É touro preto baiano
Que está no chão se ultimando
Perguntei: Que é isso, mano
É touro preto baiano
Que está no chão se ultimando
O gado se reuniu
A bezerrama berrando
Vi a coisa diferente
Desconfiei da serpente
Me ajoelhei rezando
Quando a reza terminou
O touro se levantou
Saiu me acompanhando
Quando a reza terminou
O touro se levantou
Saiu me acompanhando
Deste episódio passado
Eu sempre vivo lembrando
Foi o velho Né Machado
Que há vinte anos passados
Estava um rebanho separando
Estava com ele esse dia
E fiz esta poesia
Que hoje estou decantando
Estava com ele esse dia
E fiz esta poesia
Que hoje estou decantando
Ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô
Boiada
O boi te pega, nega
Oi boi ê, ei gado, ô boi