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Nau Cometa

Vavá Ribeiro

Nau Cometa

Peitos, cabelos e bocas, fetiches
Te deixam em riste, em situação desigual
Leitos e braços e pernas e línguas
Me tocam famintas, nem sempre era tão natural

E eu não devo nada, por isso, acho até que foi preciso
Te dizer que não dá mais pra fingir
Que eu posso até estar sozinho, mas não estou pagando mico
Tô na rua, vivendo no rumo do vento, por aí

Asas para o que restou, pé na escada, no elevador
Pra ficar tudo leve, num tempo breve de todo estresse
Do que me fere, que me repele
Asas para o que restou, pé na escada, no elevador
Que o vento me eleve de ultra-leve, de delta ou leque
De mobilete, pra o fundo do cometa
No fundo, nau cometa

Eu tenho uma pedra no meio do seu caminho
Mas tem alguma coisa fugindo do meu domínio
Tem alguma essência que eu não posso beber
Mas tem alguma coisa incomodando você
Nada, nada, na estação do trem
Ninguém te espera da janela, dentro dela
Ninguém te vela quando tudo está tão bem
Mesmo assim ainda danço se você dançar
Mas não vou cair nem pode me atirar
Nada mais me para não
Saia do meio que eu estou sem freio

Pra ficar tudo bem, quando tudo tá zen
Eu preciso de alguém que me leve
Eleve, leve, eleve, leve, eleve mais além
Pra ficar tudo bem, quando tudo tá zen
Eu preciso de alguém que me leve
Eleve, leve, eleve, leve, eleve mais além

Asas para o que restou, pé na escada, no elevador
Pra ficar tudo leve, num tempo breve de todo estresse
Do que me fere, que me repele
Asas para o que restou, pé na escada, no elevador
Que o vento me eleve de ultra-leve, de delta ou leque
De mobilete, pra o fundo do cometa
No fundo, nau cometa

Nauta não se atreva
Não cometa no cometa
Alta infração que tudo é solução
Que vou do que vier
De coração, de avião, de bem-me-quer

Nau Cometa

Tetas, cabellos y bocas, fetiches
Te ponen en alerta, en una situación desigual
Camas y brazos y piernas y lenguas
Me tocan hambrientas, no siempre era tan natural

Y no te debo nada, por eso, creo que fue necesario
Decirte que ya no puedo fingir más
Que puedo estar solo, pero no estoy haciendo el ridículo
Estoy en la calle, viviendo a merced del viento, por ahí

Alas para lo que quedó, pie en la escalera, en el ascensor
Para que todo sea ligero, en un tiempo breve de todo estrés
De lo que me hiere, que me repele
Alas para lo que quedó, pie en la escalera, en el ascensor
Que el viento me eleve en ultraligero, de delta o abanico
De motoneta, hacia el fondo del cometa
En el fondo, nave cometa

Tengo una piedra en medio de tu camino
Pero hay algo escapando de mi dominio
Hay alguna esencia que no puedo beber
Pero hay algo que te está molestando
Nada, nada, en la estación del tren
Nadie te espera en la ventana, dentro de ella
Nadie te vigila cuando todo está tan bien
Aun así sigo bailando si tú bailas
Pero no caeré ni puedes dispararme
Nada me detiene más
Sal de en medio que estoy sin freno

Para que todo esté bien, cuando todo está zen
Necesito a alguien que me lleve
Eleve, leve, eleve, leve, eleve más allá
Para que todo esté bien, cuando todo está zen
Necesito a alguien que me lleve
Eleve, leve, eleve, leve, eleve más allá

Alas para lo que quedó, pie en la escalera, en el ascensor
Para que todo sea ligero, en un tiempo breve de todo estrés
De lo que me hiere, que me repele
Alas para lo que quedó, pie en la escalera, en el ascensor
Que el viento me eleve en ultraligero, de delta o abanico
De motoneta, hacia el fondo del cometa
En el fondo, nave cometa

Nauta no te atrevas
No cometas en el cometa
Alta infracción que todo es solución
Que voy con lo que venga
De corazón, en avión, de margarita

Escrita por: Vava Ribeiro