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Palabras Mudas

Vaz de Lapso

Palavras Mudas

A ida, a velha via
Não faz diferença mais

Se lembra Ubatuba?
Fazia frio, mas nunca chuva

Éramos tão jovens
Tão jovens
Mas nunca inertes
A repetir a mesma sede
Sede
Luxúria por campos
(Abertos!)
À procura de corpos falantes
E palavras mudas

Se lembra Ouro Preto?
Já era assim: Manhã e a lua
E você, peito aberto
Canção noturna
Você e a lua

Era jovem, jovem, luxúria
Palavras nuas

Palabras Mudas

El camino, la vieja vía
Ya no importa más

¿Recuerdas Ubatuba?
Hacía frío, pero nunca llovía

Éramos tan jóvenes
Tan jóvenes
Pero nunca inertes
Repetíamos la misma sed
Sed
Lujuria por campos
(¡Abiertos!)
Buscando cuerpos parlantes
Y palabras mudas

¿Recuerdas Ouro Preto?
Así era: Mañana y la luna
Y tú, pecho abierto
Canción nocturna
Tú y la luna

Era joven, joven, lujuria
Palabras desnudas

Escrita por: Ernesto Vaz de Lapso / Sebastião Lapso