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Chimarrão da Saudade

Velho Milongueiro

Eu que não gostava de matear sozinho
Sem ter o carinho de uma prenda linda
Vivia sorrindo, longe da tristeza
Pra minha tristeza essa alegria finda
Pois quem me fazia chimarrear contente
Hoje vive ausente e recordo ainda

Fiquei só, eu, a cuia, a chaleira
E as panelas lá na prateleira
Eu tapado de saudade
E elas tapadas de poeira

Eu tenho guardado lá no meu ranchito
Um papel escrito que ela me deixou
Bem esclarecido com detalhes vivos
Qual foi o motivo que me abandonou
Andava cansada de lavar panela
Foi lá pra mãe dela e nunca mais voltou

Hoje chimarreando o amargo é a saudade
A felicidade virou solidão
Quando chega a hora de tomar um mate
Sinto que ela bate no meu coração
Se vou na cozinha vejo a imagem dela
Lavando as panelas e limpando o fogão

Escrita por: Cassiano, Jose Adler Silva, Luiz Domingues