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Espejo Negro

Velhomoço

Espelho Negro

Uma hora vale um minuto
Teu caráter não define rumo
O sucesso é ser o mais seguido
E a desgraça é ser mais um qualquer

Um minuto para o fim do mundo
Deslizando entre os absurdos
Um vazio dentro desse peito
Se ninguém me vê, eu não me vejo

Pra quem eu tenho que dançar
Pra fazer por merecer
(E quanto eu tenho que pagar
Pra você poder me ver)

Cada um vendendo sua alma
Prum desconhecido bater palma
Pra ganhar na ponta de um dedo
A aprovação de um instante

Vai refém de todo desespero
De pensar, talvez, não ser aceito
Desejando o juízo final
Quando a turba não der o aval

Seguindo refém do espelho negro que na mão
Dá poder ao outro, te faz reu da multidão
Te faz esquecer de que há algo bem melhor
Pralém de toda fantasia e ilusão

Espejo Negro

Una hora vale un minuto
Tu carácter no define el rumbo
El éxito es ser el más seguido
Y la desgracia es ser uno más del montón

Un minuto para el fin del mundo
Deslizándose entre los absurdos
Un vacío dentro de este pecho
Si nadie me ve, yo no me veo

¿Para quién debo bailar?
¿Para merecerlo?
(¿Y cuánto debo pagar
Para que puedas verme?)

Cada uno vendiendo su alma
Para que un desconocido aplauda
Para ganar con la punta de un dedo
La aprobación de un instante

Convertido en rehén de todo desespero
De pensar, tal vez, no ser aceptado
Deseando el juicio final
Cuando la multitud no dé su aprobación

Siguiendo prisionero del espejo negro que en la mano
Da poder al otro, te convierte en reo de la multitud
Te hace olvidar que hay algo mucho mejor
Más allá de toda fantasía e ilusión

Escrita por: André Prueza