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Niña

Ventre

Mulher

É com esse som duro que eu me entrego, meu bem
Mas veja só como é que tudo foi chegar aqui
Venha pra cá e abra a janela

É essa vida que eu vivo tão bem
Chega pra cá porque você tá nela até o fim
Venha me ver dessa janela

E quando vier com aquela cara de quem não sabe o que quer
Olha pra mim e vê que eu não sou mais aquela mulher
Que te abraçava e te esperava pro que der e vier
Olha pra mim que nessa janela eu te vi com qualquer

Qualquer

E quando eu soltar a minha voz, por favor, entenda
De palavra por palavra eis aqui uma pessoa se entregando

E é com esse olhar que eu me despeço, meu bem
Deixa pra lá que nada foi tão bom assim
E se quiser feche a janela

Que tudo é mais fácil quando eu finjo, eu sei
Que esse vai ser só mais um fim
Só mais um fim

E quando eu passar por aquela porta, não se esquece de mim
Você vai me ver daquela janela, se lembrando
De como foi fraco o julgo e que forjar o amor
É a mesma coisa que me jogar nos braços de qualquer

Qualquer, qualquer, qualquer

Niña

Es con ese sonido duro que me entrego, nena
Pero mira cómo llegó todo aquí
Ven aquí y abre la ventana

Es esta vida que vivo tan bien
Ven aquí porque estás dentro hasta el final
Ven a verme desde esta ventana

Y cuando se te ocurre esa cara, no sabes lo que quieres
Mírame y mira que ya no soy esa mujer
¿Quién te abrazó y esperó por ti
Mírame que en esa ventana te vi con cualquier

Cualquier

Y cuando suelte mi voz, por favor entienda
Palabra por palabra aquí es una persona que se entrega a sí mismo

Y es con esa mirada que digo adiós, cariño
No importa que nada fuera tan bueno
Y si quieres cerrar la ventana

Que todo es más fácil cuando pretendo, lo sé
Que esto va a ser sólo otro extremo
Sólo un extremo más

Y cuando atraviese esa puerta, no me olvides
Me verás desde esa ventana, recordando
Cuán débil lo juzgo y forjo el amor
Es lo mismo que tirarme a los brazos de cualquier

Cualquiera, cualquiera, cualquiera

Escrita por: Gabriel Ventura / Hugo Noguchi / Larissa Conforto