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Vagabundo

Verônica Não Veio

Andarilho

Tropeçando quis meu perguntar
Sem sapatos que eu deixei no mar
Qual foi o vento que me trouxe aqui?
Qual foi a casa que eu deixei ruir?

Sinais claros para quem quis ver
Eu não quis as chaves dadas por você
Permiti escadas abaixo do porão
Onde eu vi sombras em migalhas de pão

Migalhas de pão

Que são as sobras de tudo que eu vivi
Os rastros que me convidaram a sair daqui

O caminho quem partiu fui eu
Em pedaços dados a quem mereceu
Se eu não acertei, o risco se premeditou
Eu aceitei, quem vai ditar por onde eu vou

É a vida que eu escolhi
Os rastros que me convidaram a sair daqui

Andarilho pus-me a descansar
Sob o vento que entortou o ar
Deitei sobre o totem que eu deixei cair
Avistei um véu de nuvens a me carregar dali

Vagabundo

Tropezando quise preguntar
Sin zapatos que dejé en el mar
¿Qué viento me trajo aquí?
¿Qué casa dejé derrumbar?

Señales claras para quien quiso ver
No quise las llaves que me diste
Descendí escaleras bajo el sótano
Donde vi sombras en migajas de pan

Migajas de pan

Que son los restos de todo lo que viví
Las huellas que me invitaron a irme de aquí

El camino lo inicié yo
En pedazos dados a quien lo mereció
Si no acerté, el riesgo se premeditó
Acepté, ¿quién dictará hacia dónde voy?

Es la vida que elegí
Las huellas que me invitaron a irme de aquí

Vagabundo me puse a descansar
Bajo el viento que torció el aire
Me acosté sobre el tótem que dejé caer
Vi un velo de nubes llevándome de allí

Escrita por: Guilherme Lopes / João Marcos Barros / Lorena Lima / Rafael Brito