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Dos Mil y Nativo

Verônica Sabino

Dois Mil e Índio

Eu vou como eu vim
De chinelo, pareô, cocar
Guizo de arlequim
E gorro de pierrô pra despistar

Oiô, oiô, oiô, iôiô
Arco e flecha, três quartos
Só pra embaralhar?
Oiô, oiô, oiô, iôiô
Sou banzo que bateu num baobá

Minha fantasia é beduíno
Barba-azul, bêibe
É de meretriz e lêide
É pó-ca-rô-pé-tô-da-lô

Cavaco em Moonlight Serenade
O Glen Miller toca frevo
E toca até maracatú
Tá faltando um no zum-zum-zum
Eu vou dançar marcha-rancho

Ah! Eu vou cantar samba-enredo
Vou chorar brasileirinho
Que nem o Waldir Azevedo
Eu vou de fraque sabendo

Que o fundo tá aparecendo
Anjo do Inferno: Brasil
Índio do ano 2000

Dos Mil y Nativo

Voy como llegué
En chancletas, pareo, tocado
Cascabel de arlequín
Y gorro de pierrot para despistar

Oiô, oiô, oiô, iôiô
¿Arco y flecha, tres cuartos
Solo para confundir?
Oiô, oiô, oiô, iôiô
Soy melancólico que golpeó un baobab

Mi disfraz es beduino
Barba azul, bebé
Es de prostituta y leyenda
Es pol-ca-ró-pé-tó-da-ló

Toco el cavaquinho en Moonlight Serenade
Glen Miller toca frevo
Y toca hasta maracatú
Falta uno en el zum-zum-zum
Voy a bailar marcha-rancho

¡Ah! Voy a cantar samba-enredo
Voy a llorar brasileirinho
Como Waldir Azevedo
Voy de frac sabiendo

Que se ve el fondo
Ángel del Infierno: Brasil
Nativo del año 2000

Escrita por: Aldir Blanc / João Bosco