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Rompí tu retrato

Vicente Celestino

Rasguei o Seu Retrato

Tu disseste em juramento
Entre o véu do esquecimento
Que o meu nome é uma visão
Tu tiveste a impiedade
De sorrir desta saudade
Que me mata o coração
Se um retrato tu me deste
Foi zombando, tu disseste
Do amor que te ofertei
E eu em lágrimas desfeito
Quantas vezes junto ao peito
O teu retrato conservei

Eu sei também ser ingrato!
Meu coração, bem vês, já não te quer
Eu ontem rasguei o teu retrato
Ajoelhado aos pés de outra mulher

Eu que tanto te queria
Eu que tive a covardia
De chorar este amargor
Trago aqui despedaçado
O teu retrato, pois vingado
Hoje está o meu amor

As sentenças são extremas
Faça o mesmo aos meus poemas
Rasgue os versos que te fiz
Não te comova o meu pranto
Pois quem te amou tanto, tanto
Foi um doido, um infeliz

Eu ontem rasguei o teu retrato
Ajoelhado aos pés de outra mulher

Rompí tu retrato

Dijiste en juramento
Entre el velo del olvido
Que mi nombre es una vision
Tuviste maldad
Para sonreír ante este anhelo
Que mata mi corazon
Si me dieras una foto
Fue una burla, dijiste
Del amor que te ofrecí
Y yo en lágrimas deshecho
Cuantas veces cerca del pecho
Conservé tu retrato

¡También sé ser ingrato!
Mi corazón ya ves ya no te quiere
Rompí tu retrato ayer
Arrodillado a los pies de otra mujer

Te deseaba tanto
Tuve cobardía
Llorar esta amargura
Traigo aquí destrozado
Tu retrato, por vengado
Hoy es mi amor

Las oraciones son extremas
Haz lo mismo con mis poemas
Rasga los versos que te hice
No llores mis lagrimas
Porque quien te quiso tanto, tanto
Fue una locura, una desgracia

Rompí tu retrato ayer
Arrodillado a los pies de otra mujer

Escrita por: Cândido das Neves Índio