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¡Ay de mí!

Vicente Celestino

Ai De Mim!

Foi um sonho te querer com doido amor
Foi loucura penhorar-te o coração
Dá-me mesmo assim ferido esse penhor
Não te peço nem te imploro gratidão

Guardo dentro deste peito por te amar
Uma dor que sempre e sempre cresce mais
Nem a tua ingratidão me vem matar
Nem a tua ingratidão me abranda os ais

Ai de mim! Ai de mim!
Por que matar-me assim?
Por que matar-me assim?

Ai de mim! Ai de mim!
Por que matar-me assim?
Por que matar-me assim?

Este amor, ó este amor, me foi fatal
Nunca mais o meu sossego encontrarei
Tu, travessa, sorridente e jovial
Eu, em busca de minh'alma que te dei

Mas não posso te dizer porque razão
É mais doce o azedume desta dor
Serei teu e teu será meu coração
Não te posso não negar tão santo amor!

Ai de mim! Ai de mim!
Por que matar-me assim?
Por que matar-me assim?

Ai de mim! Ai de mim!
Por que matar-me assim?
Por que matar-me assim?

¡Ay de mí!

Fue un sueño desearte con loco amor
Fue una locura empeñar tu corazón
Aun así, dame herido ese empeño
No te pido ni te imploro gratitud

Guardo dentro de este pecho por amarte
Un dolor que siempre y siempre crece más
Ni tu ingratitud viene a matarme
Ni tu ingratitud calma mis lamentos

¡Ay de mí! ¡Ay de mí!
¿Por qué matarme así?
¿Por qué matarme así?

¡Ay de mí! ¡Ay de mí!
¿Por qué matarme así?
¿Por qué matarme así?

Este amor, oh este amor, me fue fatal
Nunca más encontraré mi sosiego
Tú, traviesa, sonriente y jovial
Yo, en busca de mi alma que te di

Pero no puedo decirte por qué razón
Es más dulce la amargura de este dolor
Seré tuyo y tuyo será mi corazón
¡No puedo negarte tan santo amor!

¡Ay de mí! ¡Ay de mí!
¿Por qué matarme así?
¿Por qué matarme así?

¡Ay de mí! ¡Ay de mí!
¿Por qué matarme así?
¿Por qué matarme así?

Escrita por: Catulo da Paixão Cearense